Página Alma Pampeana

ADÁGIOS
•A formiga, quando quer perder-se, cria asa. 
•Pra gato velho, camundongo novo.
•Beleza não me impressiona, conheço muito campo feio que dá boa colheita.
•Burro velho não toma freio.

DICIONÁRIO GAÚCHO
•ARREIOS, s. Conjunto de peças com que se arreia um cavalo para montar. São peças dos arreios: baixeiro, enxergão, xergão, xerga, suadouro, carona, lombilho, serigote, bastos, socado, cincha, pelegos, coxonilho, badana, sobrecincha, peitoral, rabicho, freio, rédeas, cabeçada, buçal, buçalete, cabresto, maneia, mala de poncho, etc. Os arreios servem de cama para o gaúcho, principalmente quando em viagem.   
•ARRANCHAMENTO, s. Rancho, choça, casebre, moradia de campo com todas as suas dependências, como sejam galpões, currais, mangueiras, lavouras, etc.
•ARRANCA RABO, s. Discussão acalorada, disputa, bate boca, barulho, briga, resinga, conflito, rolo.
•ARREBANHAR, v. Poderar-se de cavalares e muares, e também de gado bovino, com invasão dos respectivos campos, para uso das forças, durante as revoluções, sem o necessário consentimento dos donos, e sem deixar-lhes documentos que lhes permitam pleitear qualquer indenização. 

CULINÁRIA CAMPEIRA
Matambre Recheado
1 peça de matambre (800g a 1,2kg)
sal e pimenta a gosto
2 tomates médios
1 cebola
1/2 pimentão
1 dente de alho
1 colher de sopa de páprica
120ml vinho
1 galho de alecrim
150g de presunto fatiado
300g de carne moída
80g de farinha de rosca

Modo de Preparo
Limpe o matambre deixando em formato retangular e retire parte da gordura. Deixe marinar por cerca de 6 horas em uma mistura de vinho, meia cebola cortada em pedaços grandes e alecrim.
Pique a outra metade da cebola, o alho e o pimentão.
Misture a carne moída com a farinha de rosca, o sal e a pimenta.
Enrole como um rocambole, apertando o recheio. Amarre com um cordão.
Coloque em uma forma com o caldo em que a carne foi marinada.
Leve ao forno a 180°C por 2 horas. Vire ao completar metade do tempo.
Fonte: Sabores do Sul.

AS VERDADEIRAS FESTAS JUNINAS AO ESTILO GAÚCHO
No Rio Grande do Sul as festas juninas estão ligadas ao solstício de inverno e são quatro, os santos do mês: Santo Antônio (13), São João (24) e São Pedro e São Paulo (29).
São festas importantes no calendário gaúchoe sua alegria não tira a seriedade das comemorações. O que se deve impedir – oe o tradicionalismo está vencendo essa batalha – é a aparição de festas caipiras, que de caipiras não tem nada e visam colocar no ridículo um tipo humano brasileiro de cultura tão importante como o gaúcho, que já mereceu estudos sérios como Mário de Andrade, Amadeu Amaral e Alceu Maynard Araújo. E se dizer que houve um tempo em que sociedades importantes e escolas sérias realizavam até os famigerados “casamentos na roça” em nosso estado!

As verdadeiras festas juninas do Rio Grande do Sul (da cultura gaúcha) são as seguintes:

SANTO ANTÔNIO – Comemora-se a 13 de junho e, em certos municípios manifestam-se os Ternos, hoje com menor intensidade. Embora esses cantores ambulantes lembrem os clássicos Ternos de Reis, os versos que cantam deixam bem claro o santo que evocam.
O normal é se fazer a festa de Santo Antônio no dia que lhe é consagrado no calendário gregoriano, acendendo a fogueira no entardecer do dia 13 e, a partir daí, realizando as costumeiras provas de amor, jogo de prendas e salto sobre as brasas. Ultimamente, porém, está se verificando a tendência de se comemorar o dia de santo Antônio no dia dos namorados (12 de junho), de inspiração comercial.

SÃO JOÃO -  É a festa mais popular, com os gaúchos acendendo fogueiras em incontáveis municípios. Ocorre, porém, frequentemente um erro: as fogueiras são acesas na véspera de São João e não, como deveria ser, à tarde do dia 24 de junho.
A roupa adequada para essas ocasiões é a gauchesca de festa. A comida é a galinha frita assada ou com arroz, a batata doce, o pinhão (preparado de várias maneiras), o amendoim, a pipoca, a cangica, os doces campeiros. Assar churrasco, ainda mais nas brasas da fogueira é um desrespeito ao santo. Bebe-se cachaça, quentão, jacuba e capilé. 

SÃO PEDRO – O santo guardião das chaves, porteiro do céu é padroeiro do Rio Grande do Sul. 

AS FOGUEIRAS – As fogueiras juninas merecem uma consideração à parte. A de Santo Antônio é quadrada. A de São João, redonda. A de São Pedro, triangular. 
A fogueira centraliza a festa. Mesmo depois de extinta, os namorados, de mãos dadas, ainda pulam por cima de suas brasas.
Assim são – e assim têm que continuar comemoradas pelos GAÚCHOS as festas dos santos de junho, as festas juninas.

Fonte: Curso de Tradicionalismo 
Autor: Antônio Augusto Fagundes (Nico)
Editora: Martins Livreiro – POA.

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