Página Alma Pampeana

ADÁGIOS GAÚCHOS
•A formiga sabe que erva corta.
•A formiga, quando quer perder-se, cria asas.
•Para gato velho camundongo novo.
•A má ovelha deita o rebanho a perder.
•A melancia de manhã é de prata, de meio-dia é de ouro, de noite mata.

DICIONÁRIO GAÚCHO
BADANA, s. Pele macia e lavrada que se coloca, na encilha do cavalo de montaria, por cima dos pelegos ou do coxonilho, se houver. Há badanas de couro de vários animais, sendo as melhores as de couro de cervo ou de veado pardo. Expressão usada à ovelha velha e magra que já não pare.
BANDEAR, v. Atravessar, varar, passar para o outro lado. “A bala bandeou a parede”, isto é, atravessou a parede. “O cachorro bandeou o rio a nado”, atravessou o rio a nado.
BARBICACHO, s. Cordão, cadarço, ou trança de couro, com as extremidades presas à carneira do chapéu, uma de cada lado, que passa por baixo do queixo da pessoa que o usa, para, nos dias de vento ou nos serviços de campo, manter o chapéu firme na cabeça. Na parte inferior do barbicacho, é costume colocar-se uma borda.
BARRIGA-VERDE, s. e Adj.  Catarinense, filho do Estado de Santa Catarina. A denominação tem origem em uma faixa de cor verde que os legionários catarinenses usavam, como distintivo, apertando o ventre, nas guerras do sul do país, contra os platinos e contra os paraguaios.

O PUXIRÃO
                      Os indígenas, primeiros habitantes de nossas terras, eram devotos da execução de tarefas coletivas. Os Guaranis, nas Missões, formaram uma verdadeira república. Na convivência solidaria e natural dos indígenas era tradicional o puxirão.
O puxirão, como os guaranis usavam nos Sete Povos das Missões, consistia na ajuda mutua de amigos e vizinhos para a realização de uma tarefa. Tradicionalmente era seguido de uma grande festa no terreiro ou no rancho do beneficiado pelo serviço coletivo. O puxirão registra a presença de muitos trabalhadores, na realização de um mesmo serviço e para benefício de um só. O certo é que tanto os guaranis como os tupis, utilizavam expressões que falavam de trabalhos coletivos, visando facilitar os pequenos agricultores, sem recursos, realizarem suas roças. Esse sistema de intercâmbio de esforços registrava grandes vantagens nas capinas e colheitas pela emergência da execução. Era um trabalho solidário e gratuito.
                  Os puxirões foram bastante comuns, antes da agricultura mecanizada, mesmo após a destruição dos guaranis. Diziam as camponesas: “era lindo ver os homens reunidos para o trabalho, culminando com festas muito bonitas”.

         Fonte: ABC do TRADICIONALISMO GAÚCHO – Salvador Fernando Lamberty
         Editora: Martins Livreiro.

CULINÁRIA CAMPEIRA     
Matambre Recheado
INGREDIENTES
1 peça de matambre (800g a 1,2kg)
sal e pimenta a gosto
2 tomates médios
1 cebola
1/2 pimentão
1 dente de alho
1 colher de sopa de páprica
120ml vinho
1 galho de alecrim
150g de presunto fatiado
300g de carne moída
80g de farinha de rosca

MODO DE PREPARO
Limpe o mantambre deixando em formato retangular e retire parte da gordura. Deixe marinar por cerca de 6 horas em uma mistura de vinho, meia cebola cortada em pedaços grandes e alecrim.
Pique a outra metade da cebola, o alho e o pimentão.
Misture a carne moída com a farinha de rosca, o sal e a pimenta.
Abra o matembre e acrescente em camadas a carne moída, o tomate, a cebola e o pimentão e finalize com as fatias de presunto cobrindo toda a peça.
Enrole como um rocambole, apertando o recheio. Amarre com um cordão.
Coloque em uma forma com o caldo em que a carne foi marinada.
Leve ao forno a 180°C por 2 horas. Vire ao completar metade do tempo.

UM 2019 CHEIO DE FELICIDADES, PAZ, SAÚDE E MUITAS CONQUISTAS!

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