Página Alma Pampeana

ADÁGIOS GAÚCHOS
“A formiga sabe que erva corta”.
“A gato velho camundongo novo”.
“A má ovelha deita o rebanho a perder”.
“Beleza não me impressiona; conheço muito campo feio que dá boa aguada.”

DICIONÁRIO GAÚCHO
BARBARIDADE, s. barbarismo. Exprime espanto, admiração, estupefação, surpresa: Cuê-pucha, barbaridade! Muito, em grande quantidade, intensamente: “Aquela moça é bonita barbaridade”, isto é, é muito bonita.
BARBICACHO, s. Cordão, cadarço, ou trança de couro, com a extremidades presas à carneira do chapéu, uma de cada lado, que passa por baixo do queixo da pessoa que o usa, para, nos dias de vento ou nos serviços de campo, manter o chapéu firme na cabeça. Na parte inferior do barbicacho, é costume se colocar uma borla.
BOCÓ, s. e adj. Bobo, tolo, pateta, boboca. Acriançado, lorpa. Pequena bolsa de couro cru ou de fazenda, usada a tiracolo. Bornal.
BOCHINCHEIRO, s. e adj. Indivíduo implicante, baderneiro, turbulento, desordeiro, provocador de bochinches.

AS ORIGENS DO CHURRASCO
         O homem pré-histórico era um coletor de folhas e raízes, extrativista, caçador, comedor de carne crua.
E houve um dia em que escureceu de repente, ribombaram trovões e um relâmpago cortou o céu. Um raio cai sobre a floresta e provoca o primeiro incêndio. Animais mortos, queimados. E aquele homem primitivo, também ele um animal, experimentou dessa carne e gostou.
E quando, muito mais tarde, o primitivo homem das cavernas descobriu como fazer e conservar o fogo, descobriu mais do que uma simples fonte de luz e de calor. E certamente, um dia, enquanto se esquentavam ao redor das fogueiras, alguém experimentou jogar ao fogo um pedaço da caça do dia. E logo perceberam que algo mudara. Enfumaçada, queimada, assada, torrada, de qualquer jeito que a carne ficasse, algo tinha mudado, Mudado o gosto e, principalmente, a conservação. A carne que passara pelo fogo durava mais. E isto significava que liberava tempo, diminuía os riscos de enfrentarem feras. A comida de amanhã estava garantida, não precisavam caçar todos os dias.
E dentro da caverna o fogo adquiria outros significados, afastava dos animais selvagens, encompridava os dias, permitia uma tosca troca de experiências, congregava. E ainda hoje é este espírito de congregação que preside nossos churrascos. Os mesmos homens, reunido em volta do fogo. Não mais os perigos, não mais o instinto de sobrevivência, mas a fome civilizada, o espírito de confraternização. Não estariam aí as origens mais remotas do nosso churrasco?

FONTE: L7PM POCKET GASTRONOMIA
LEON DZIEKANIAK

CULINÁRIA CAMPEIRA
GALINHA DE VIAGEM (06 PESSOAS)
Ingredientes: 01 galinha ou frango – 05 dentes de alho – pimenta do reino – 01 colher de sopa de vinagre – farinha de mandioca – folhas de sábia.
Preparação: Cortar a galinha em pedaços. Fazer uma vinha d´alho com alho esmagado, sal, pimenta do reino e as folhas de sábia bem picadas. Temperar os pedaços de galinha e deixar curtir por umas duas horas. Fritar em banha bem quente. Quando estiver dourada e frita, vá colocando a farinha de mandioca, mexendo sempre, até conseguir uma farofa que tenha secado a gordura da panela e envolvido bem a galinha.

 FONTE: FOGÃO CAMPEIRO
CARLOS CASTILLO - ED. MARTINS LIVREIRO.

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