Página Alma Pampeana

DICIONÁRIO GAÚCHO
Guaraipo, s. Espécie de abelha, que produz mel muito apreciado, com propriedades medicinais. Guarapu. Essa abelha, quando pressente a aproximação de alguém, para de trabalhar, ficando em completo silêncio, para despistar o possível melador. Em sentido figurado, aplica-se ao individuo ladino, velhaco, dissimulado.
GUARÁ, s. Um quadrúpede canídeo, carniceiro, que vive nos banhados, hoje raro no Rio Grande do Sul. Seu couro provido de pelos altos, é apreciado para pelego.
GUAMPA-TORTA, s. Indivíduo valente, ventana, quebra, destemido. Criador de casos, destemido.
CHASQUE, s. Mensageiro, estafeta, próprio, pessoa que despacha levando uma mensagem. Carta, aviso, recado, desafio.

ACONTECIDO
05/04/1894 – Combate do Boi Preto, Palmeira das Missões. Degolados 250 maragatos em desforra de Rio Negro – Bagé.
12/04/1867 – Falecia em Santa do Livramento David Canabarro, chefe farroupilha – assinou a Paz do Ponche Verde.
13/04/2015 – Falecia em Pelotas, Ademar Silva, primeiro gaiteiro do cantor e compositor Teixeirinha.
18/04/1923 – Combate do Passo do Mendonça. Revolução Assisista. (Maragatos e Chimangos).
19/04/1883 – Nascia em São Borja – RS o maior Presidente da História do Brasil, Getúlio Dorneles Vargas.
20/04/1754 – Sepé Tiarajú incendeia o forte de Cachoeira.
20/04/2014 – Falecimento de João Darlan Betanin – o Xiruzinho em trágico acidente, natural de Esmeralda. Faleceu aos 48 anos – advogado – músico – cantor.
20/04/2015 – Falecimento de Claudio Cunha – O Analista de Bagé aos 68 anos.
25/04/1961 – Falecimento de Antônio Augusto Borges de Medeiros – Presidente do Rio Grande do Sul – morre em Porto Alegre.
30/04/1838 – Revolução Farroupilha – batalha do Rio Pardo – vitória dos farroupilhas.
30/04/1838 – Combate do Barro Vermelho – Farroupilhas tomam a cidade de Rio Pardo.
30/04/2015 – Falecimento de Celmar Gomes de Moraes – o Moraezinho aos 69 anos – trovador e compositor.

ADÁGIOS
Cada hombre, como seu cavalo, tem lado pra montar.
Ninguém é perfeito: só santo, e lugar de santo é no altar ou no céu, não neste mundo. Homem sem defeito não é bem homem.
Onde se viu o cavalo do comissário perder a corrida?
Com esta corja, palavra não basta; ponta de faca e bala é que resolve.
Quando se pega na rabiça do arado, deve-se ir até o fim do rego.

CENTRO DE TRADIÇÕES GAÚCHAS
São entidades associativas com finalidade sócio-cultural.
Para ter reconhecida sua personalidade jurídica, qualquer agremiação necessita de estatutos e de uma Diretoria, que por ela responda judicial e extra judicialmente. Um CTG não foge a essa regra e tem seu Presidente, Vice-Presidente, etc.; mas aqui, adota-se uma nomenclatura simbólica, que traduz para linguagem campeira a nomenclatura convencional. Assim, o presidente passa a ser denominado “patrão”. O vice-presidente “capataz”. O secretário, “sota capataz”. O tesoureiro, “agregado fiel” ou “agregado das pilchas”. O assessor de comunicações, “agregado das falas” ou “chiru das falas”. O encarregado dos serviços gerais, “capataz geral”. O presidente de honra, “patrão de honra”. O Conselho deliberativo ou fiscal, “conselho de vaqueanos”. O encarregado da limpeza e conservação das dependências do Centro, “peão caseiro”.
Cada CTG, ainda pode ter: diretor artístico, diretor cultural, chefe da campeira, diretor de esportes, etc. Além da patronagem,  os CTGs elegem suas primeiras, segundas e terceiras prendas, das modalidades mirim, juvenil, adulta e hoje também a veterana, para acompanhar os eventos, como rodeios ou festas campeiras.
Os CTGs possuem, geralmente, sedes festivas urbanas e sedes campeiras. Tradicional é cada entidade possuir um galpão rústico, na sede, como nos tempos das ocas, para os fogos de chão. Na sede festiva urbana realizam fandangos, saraus de prendas, cursos de culinária, cursos de danças, cursos de bordados, cursos de tranças, seminários culturais, concursos de danças, trovas, declamações, causos, cantos, contos, etc. São tradicionais as disputas de truco, tava, bocha, etc. Muitos CTGs possuem bibliotecas culturais e museus, abrigam as tertúlias características das rondas das Semanas Farroupilhas, rodeios, festas campeiras, etc.
Os CTGs prezam pelo Código de Ética Tradicionalista, disciplinando seus filiados, sob rígidos princípios do comportamento moral. Eles são agregados em Regiões Tradicionalistas.

CULINÁRIA CAMPEIRA
Arroz carreteiro 8 pessoas.
Conta a história que os carreteiros, que transportavam cargas pelo Rio Grande do Sul, aproveitavam a simplicidade da viagem e a falta de geladeira para preparar charqueadas e cozinha-las com arroz. Atualmente,  o Arroz Carreteiro é muito apreciada em toda a região Sul.
Ingredientes
1,5 kg de charque
2 cebolas grandes
1 pimentão verde grande
6 dentes de alho
2 tomates médios
1 maço de tempero verde
5 xícaras grandes de arroz
10 xícaras e meia de água fervente
Azeite a gosto
Modo de Preparo
Pique o charque em cubos pequenos e cozinhe em água até que fique bem salgado, porém suportável ao paladar. Se com a primeira fervura do charque ele ainda estiver muito salgado, troque a água e o ferva novamente. Após a fervura, escorra toda a água e frite o charque em azeite.
Dica: utilize o mínimo possível de gordura, durante a fritura, a gordura presente no charque irá derreter. Pique as cebolas, tomates, pimentão, alho e o tempero verde e os acrescente quando a carne estiver dourada. Deixe tudo fritar bem, até começar a secar, adicione o arroz e frite mais um pouco.
Adicione a água fervente, mexa bem, misturando de forma uniforme os ingredientes, pois não poderá mexer mais assim que o cozimento avançar. Espere retomar a fervura, abaixe o fogo e espere secar. Sirva com salada de couve crua e ovos cozidos picados.

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