Página Alma Pampeana

ADÁGIOS
•    Mais faceiro que pinto novo em taipa de açude.
•    Devagar como enterro a pé.
•    Dinheiro em mão de pobre, e como cuspe em ferro quente.
•    Contente como cusco de cozinheira.

ACONTECIDO
 01/12/1980 – Decreto – Lei 7418 institui o Quero-Quero ave-símbolo do RS.
04/12/1982 – Falecimento de LeoveGILDO José DE FREITAS, cantor, trovador morre em Porto Alegre.
04/12/1985 – Falecimento de Vitor Mateus Teixeira – TEIXEIRINHA, cantor e compositor morre em Porto Alegre.
08/12/1980 – Decreto Lei 7439 Institui a Erva-Mate como árvore símbolo do Rio Grande do Sul.
12/12/2011 – Falecimento de José Claudio Machado em Porto Alegre aos 63 anos, cantor e compositor regionalista, natural de Tapes, sepultado em Guaiba.
13/12/1929 – Nascimento de Luiz Carlos Barbosa Lessa – Fundador do MTG
24/12/1925 – Nascimento de Glaucus Saraiva - |Um dos pioneiros do Movimento Tradicionalista Gaúcho surgido em 1947 e eclodido em 1948, com a fundação do primeiro CTG, O 35 CTG, que dirigiu como Primeiro Patrão.

RECEITA
TAPICHI – (terneiro ou nonato) – (10 pessoas)
Ingredientes:
•    15 kg de terneiro, ou na falta deste, vitela.
•    2 kg de farinha de milho fina
•    4 cebolas médias
•    ½ kg de tomate
•    1 pimentão
•    4 dentes de alho
•    Pimenta verde ou em conserva
•    Tempero verde

Preparação: Cozinhar em água e sal o terneiro ou vitela, cortado em pedaços médios. Depois de bem cozidos, desfiar toda a carne.
Cortar a cebola, o tomate, o pimentão, o alho e a pimenta em guisado bem miúdo e fritar. Depois dos temperos fritos, colocar a carne desfiada, misturando bem, até chegar ao “ponto”. Acrescentar um pouco de água quente até a carne ficar “molhada”. Colocar, logo após, o tempero verde picado, engrossando com a farinha de milho. Servir com arroz branco, feijão e saladas verdes.
Obs: acompanha um bom vinho.

LIBERDADE – IGUALDADE – HUMANIDADE 
O GAÚCHO
* O gaúcho não é um tipo étnico racial, fruto do cruzamento eventual de portugueses, espanhóis com índios do Sul. Houve gaúchos autênticos que foram portugueses, espanhóis, outros ainda índios puros. Alguns foram negros.

* O que definia e caracterizava o gaúcho no passado como ainda hoje era a sua atividade, o seu modo de viver, sua economia, seus usos e costumes, sua cultura, enfim.

* O gaúcho autêntico – não importa onde tenha nascido – é um bom anfitrião, que trata seu hóspede com toda a regalia; é simples de modos, mas reto de caráter, é humilde em ambições, mas exagerado em ideias e paixões; é um respeitador fiel da hierarquia funcional e o primeiro a proclamar a igualdade, é um batalhador, não desiste nunca; é um rebelde, que nunca aceita ser dominado; é um bravo, que não foge de uma luta por ser difícil.

* O gaúcho autêntico é um verdadeiro tradicionalista. Não porque aprende coisas no CTG, mas porque carrega em si esses valores e não vê alternativa possível de vida digna fora deles. Não é possível ser gaúcho só nos fins de semana. Então, quem quiser falar em preservar a tradição, que comece por aderir completamente os preceitos ditos. Depois, pensem em pilchas, danças ou expressões típicas.

* Nos últimos cinquenta anos nos tornamos muito mais brasileiros, graças a TV e as ditaduras nacionalistas, que tentam impor uma “identidade brasileira” a todos, mas ainda somos GAÚCHOS. E gaúcho não é brasileiro é GAÚCHO.
   
* O gaúcho é um povo a parte, com uma história a parte, que ainda vive nos três lados do Pampa (Rio Grande do Sul, Argentina e Uruguai) e que mesmo separado e falando línguas diferentes, não aprendeu seus costumes na televisão.

* Os rio-grandenses, essa mescla cultural de Ibérico, Guarani, Charrua, Quíchua e Araucano produziu um povo que não encontra equivalência em nenhum lugar do mundo. É um povo sul-americano que tem um épico extraordinário, respeitador.
O Gaúcho é um povo separado. Só falta separar. Só não vê quem esta dentro.

* O gaúcho rio-grandense tem assistido sua identidade ser continuamente desconstruída ao longo de décadas e sendo substituída despacito pela brasileira, advinda de outra cultura – alienígena por assim dizer.

* Estamos aprendendo o jeitinho brasileiro. Estamos virando massa de manobra e aquele povo varonil que antes se indignava e lutava para ter algo melhor está passando a falar não adianta nada, é tudo igual, é assim mesmo. Está preferindo ser dirigido de que dirigir está preferindo beber e pular carnaval ao invés de lutar, está preferindo aceitar de que lutar está amansado, e isso é culpa da brasilidade.

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